LAMPREIA À MODA DE MONÇÃO
Preparação
Lava-se muito bem a
lampreia em água quente, mas não em cachão, retirando-lhe toda a sustância
viscosa que a envolve. Coloca-se num tabuleiro com dois decilitros de vinho
verde tinto e três decilitros de vinagre tinto, de preferência. Dá-se um golpe
junto à cabeça e retira-se uma cartilagem (nervo) que aí se encontra. Se for
fêmea retiram-se as ovas.
A seguir dá-se um outro
golpe contornando um pequeno orifício que se encontra perto da cauda para
soltar o cordão vertebral e puxa-se cuidadosa mas rapidamente, para evitar que
se parta durante a operação. Em seguida, parte-se aos bocados dentro do
tabuleiro para aproveitar o sangue. Deixa-se a marinar durante duas horas no
tabuleiro, juntam-se-lhe um ramo de salsa, uma folha de alho picado e mais
vinho e vinagre, se necessário.
Confecção
Faz-se um refogado com duas
cebolas picadas, dois decilitros de azeite, uma colher de sopa de banha e 1008
de presunto picado. Quando a cebola estiver bem alourada juntam-se-lhe os
bocados de lampreia, sal, pimenta e cravos de cabecinha a gosto. Deixa-se
estufar pelo menos 10 minutos.
Retira-se a lampreia para
uma caçolinha. Acrescenta-se à calda um pouco de água - quente e deita-se o
arroz (400g para quatro pessoas). Quando o arroz estiver a ficar cozido,
introduzem-se de novo os bocados de lampreia, junta-se-lhe o sangue, vinho e
vinagre onde esteve a marinar e polvilha-se com salsa picada. Esta última
operação deve durar apenas o tempo suficiente para aquecer a lampreia. Serve-se
de seguida (deve ficar um arroz "a fugir").
CABRITO ASSADO À MODA DE MONÇÃO
Preparação
Mata-se o cabrito e
pendura-se na adega e enquanto quente (depois de limpo), lava-se muito bem com
água e sal, deixando-o assim para o dia seguinte. Logo de manhã dá-se um banho
com o seguinte molho: uma porção de vinagre, sal q.b., pimenta q.b., alho bem
socado q.b., salsa bem picada, cebola bem picada….
Mistura-se tudo e com esta
papa esfrega-se muito bem o cabrito (que deve estar pendurado conforme
indicamos acima), por dentro e por fora, repete-se este banho por 3 ou 4 vezes.
No dia seguinte, tira-se do sítio e coloca-se numa travessa, e limpa-se o
cabrito com um pano para lhe tirar alguma cebola e restantes, do molho que em
geral fica por dentro.
Num pouco de água de cozer
carnes (que abaixo indicamos para fazer o arroz), misturamos uma carteirinha de
açafrão e barra-se o cabrito, muito bem barrado e espetam-se bocados de
presunto e tiras de toucinho e vai ao forno.
Calda para o arroz
Cozemos galinha caseira, um
bom pedaço de presunto (não muito gordo) e carne de vaca. Para 2 kg de arroz são 4 litros de calda e põe-se
na calda uma saquinha de açafrão, um ramo de salsa e umas rodas de cebola.
Põe-se o arroz no alguidar, com a calda bem quente a cozer no forno, com o cabrito
por cima do alguidar assente numas varas de loureiro.
SALMÃO DO RIO MINHO
Preparação
Corta-se o salmão em postas
finas e tempera-se de sal. Põe-se a grelha levemente untada de manteiga sobre
brasas pouco vivas para ir grelhando devagar. Estando as postas grelhadas,
colocam-se na travessa e fazem-se acompanhar do seguinte:
Molho
Derrete-se a manteiga,
deita-se na molheira com salsa finamente picada e sumo de limão. Mexe-se bem e
fica pronto a servir. Antes de pôr as postas do salmão na grelha, é preciso
enxugá-las muito bem num pano.
BARRIGUINHAS DE FREIRA
Ingredientes
250 g
de pão-de-ló, 500 g
de açúcar, 125 g
de amêndoa, 9 gemas de ovo, 1 ovo inteiro. Leva-se o açúcar a ponto de pasta,
corta-se o pão-de-ló em fatias que se colocam numa travessa e se regam com
metade do açúcar em
ponto. Pelam-se as amêndoas e passam-se pela máquina.
Em seguida, juntam-se ao
açúcar restante e deixa-se ferver um pouco. Se, por acaso, o açúcar, depois de
ferver com a amêndoa, subir de ponto, junta-se-lhe um pouco de água. Tira-se do
lume, deixa-se arrefecer e junta-se-lhe as gemas bem batidas com o ovo inteiro.
Depois mistura-se bem, volta ao lume brando, mexe-se sempre até engrossar,
retira-se e deita-se por cima das fatias do pão-de-ló, cobrindo tudo. Polvilha-se
com canela e guarnecem-se com cerejas cristalizadas.
Ponto de Pasta
Põe-se ao lume um tacho com
meio quilo de açúcar dissolvido em meio litro de água. Não se mexe. Vai-se
vendo com a colher de pau. Enquanto a calda escorrer pela colher de pau para o
tacho, ainda não está no ponto, quando começar a aderir à colher uma pequena
camada de calda diz-se que está em ponto de pasta. O pão-de-ló pode ser
substituído por outro pão (miolo de pão de forma ou de cacete).
ROSCAS E PAPUDOS
Confecção
Preparada a massa com
farinha triga e água ao qual se juntam manteiga, açafrão, fermento, sal e
açúcar, fica a levedar durante duas horas. Depois, as mãos das doceiras moldam
as roscas e os papudos que são colocados em tabuleiros polvilhados de farinha
triga para não "apegar". Vai ao forno de lenha, com porta sempre
aberta, até alourar. Levam cobertura de açúcar refinado.